Aung San Suu Kyi , que hoje completa 65 anos e é o principal rosto da oposição birmanesa, viu o pedido de revogação da sua prisão ser defendido pelo presidente dos Estados Unidos. Barack Obama pediu ainda às autoridades birmanesas que soltem outros presos políticos «imediatamente e sem condições».
«Uma vez mais, apelo ao governo birmanês para que liberte Aung San Suu Kyi e todos os presos políticos imediatamente e sem condições» e permita-lhes construir um país «mais estável e próspero, que respeite os direitos de seus cidadãos», afirmou Obama, em comunicado.
O presidente norte-americano juntou-se assim ao governo britânico, que já tinha lançado um apelo semelhante a pedir a libertação da opositora do regime, que cumpre uma pena de 18 meses de prisão domiciliária.
«A sua detenção prolongada e a de mais de 2100 outros presos políticos na Birmânia viola a lei internacional sobre os direitos humanos e lança uma sombra sobre as eleições previstas no país» até ao final do ano, declarou, em comunicado, o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague.
«Exorto o regime militar à libertação imediata e incondicional de todos os presos políticos e a respeitar os direitos humanos dos birmaneses», acrescentou o governante.