Depois de terem vindo a público as ligações de dezenas de funcionários do Pentágono, com acessos de segurança de elevado nível, a pornografia infantil, incluindo alguns do departamento de investigação avançada, que concebe novos armamentos, e a Agência Nacional de Segurança (NSA), responsável pela espionagem electrónica, Washington tem uma nova preocupação com documentos divulgados na Internet sobre a guerra no Afeganistão.
O Pentágono considera ser prematura a avaliação das reais consequências para a segurança das tropas americanas e da coligação que estão no terreno, pelo factos de os documentos terem sido difundidos no fim-de-semana pelos jornais New York Times, The Guardian e Der Spiegel. A verdade é que assim se ficou a saber que a situação no Afeganistão é muito delicada.
Há um número de mortes não confirmado publicamente, as forças dos talibã têm mísseis capazes de seguir o calor e subsistem fortes indícios do apoio dos serviços secretos paquistaneses aos talibã.
Os documentos, 90 mil e ainda relatórios secretos, com pormenores sobre o conflito entre Janeiro de 2004 e Dezembro de 2009 também mostram que existe uma unidade de forças especiais concentrada em encontrar líderes talibã para os «matar ou capturar» sem julgamento e falam dos confrontos que resultaram na morte de civis afegãos e que foram encobertos pelas forças norte-americanas e da NATO, incidentes de fogo amigo,0 evidências de corrupção no governo de Cabul.
Por outro lado, é referido que o número de vítimas feitas pelos rebeldes afegãos é superior aos dados oficiais. Segundo os documentos os ataques destas forças já fizeram duas mil mortes.
O fundador do site Wikileaks, Julian Assange, admitiu que alguns dos documentos podem constituir «provas de crimes de guerra» por parte das forças multinacionais.