Dia da Mulher Africana reconhece valores
Deveres e Direitos - Internacional
26-07-2010
Um papel fundamental
As mulheres africanas tiveram um papel relevante na luta de libertação nacional, desde a sua participação na história com os movimentos políticos até aos resgates dos valores na sociedade. A afirmação é da secretária nacional do departamento para as relações exteriores da Organização das Mulheres Africanas (OMA), Adélia de Carvalho, que falava, em Benguela numa palestra.
Adélia Carvalho aludia ao Dia da Mulher Africana, comemorado em 31 de Julho, num encontro subordinado ao tema «A situação da mulher Africana no contexto sociopolítico, económico e social no continente».
Segundo a responsável, a mulher em África é detentora de uma relativa independência económica, embora culturalmente esteja submetida aos seus parentes masculinos e a determinados rituais para ser completamente aceite na sociedade.
Adélia de Carvalho fez um breve historial sobre o surgimento do dia 31 de Julho de 1962, data em que foi criada na conferência das mulheres africanas, em Dar Es Salam, na Tanzânia, a Organização Pan-Africana das Mulheres (OPM), como reconhecimento da situação difícil em que se encontrava a maioria das mulheres do continente, tendo realçado também o percurso desenvolvido em prole da emancipação.
Quanto à situação da mulher na vida política, Adélia Carvalho adiantou que, apesar de estarem inseridas no Governo e em outras instituições, as mesmas tem um papel relevante, mas ainda com muitas dificuldades e barreiras culturais que lhes são impostas pela sociedade.
Por outro lado, considerou que «hoje em dia as mulheres em África continuam a dominar o poder económico, se tiver em conta a manutenção das famílias e dos lares, a maior parte das famílias são mantidas na sua maioria por mulheres».
Mas alertou para o facto de, apesar da plataforma da acção de Pequim e dos compromissos inter-governamentais subsequentes, formulados em conferências internacionais e das ratificações de convenções e declarações dos Estados membros, das Nações Unidas, da União Africana, muitas mulheres africanas, ainda tem problemas de fome, violência e exclusão.
A OMA desenvolve, até dia 31, diversas actividades no âmbito das comemorações do Dia da Mulher Africana.
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