Um total de 29 presos mapuches, o principal grupo étnico do Chile, está em greve de fome por tempo indeterminado numa prisão chilena da região de Araucanía. Em causa está a aplicação da Lei Anti-terrorista que pretendem ver revogada. Os mapuches em greve de fome também exigem o fim da aplicação da desmilitarização das comunidades indígenas.
Em comunicado, os presos sublinharam que a greve de fome tem como fim a devolução de terras que consideram ancestrais, o fim da aplicação da Lei Anti-terrorista e a liberdade de todos os mapuches que consideram «presos políticos».
São 58 os presos, entre condenados e a aguardando julgamento, e numerosas organizações internacionais já pediram o fim da aplicação da lei antiterrorista imposta pela ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), que é mantida e aplicada ainda hoje contra grupos indígenas, porque «não cumpre com as condições de um devido processo».