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França legisla magreza na moda
Moda e Beleza - Ordem do dia
23-12-2015


Leslie Hornsby doi a primeira modelo super magra
Leslie Hornsby doi a primeira modelo super magra
O governo francês aprovou esta semana uma lei para legislar contra a magreza extrema na moda. As modelos terão de apresentar um atestado médico a provar que não estão desnutridas.

«Assim que forem adoptados os decretos de aplicação, não veremos mais nas revistas da França modelos ou fotografias de modelos extremamente magras», afirmou o ex-deputado Olivier Véran, um dos defensores do projecto, adoptado pela Assembleia Nacional. «Lutamos contra a desnutrição que se impõem, ou que, às vezes, é imposta a algumas jovens para que possam trabalhar», explicou Véran.

Há alguns meses, o ex-deputado apresentou uma proposta no sentido de proibir o trabalho com modelos desnutridos. A lei prevê que, para actuar em França, as modelos terão de apresentar um atestado médico que comprove que «seu estado de saúde, levando em conta, principalmente, o Índice de Massa Corporal (IMC), é compatível com o exercício da profissão». Ainda segundo o texto, as revistas ou agências que não respeitarem a lei poderão ser punidas com até seis meses de prisão e multa de 75 mil euros. «Agora, terão de apresentar um atestado, e iremos exigi-lo», frisou Ralph Toledano, presidente da Federação Francesa de Costura.

Esta nova lei pode ter um impacto importante. Para Nathalie Godart, psiquiatra para adolescentes no Instituto Mutualista Montsouris, em Paris, «o mais importante deste texto é que, agora, estas jovens terão acompanhamento médico. Contudo, além da saúde das modelos, devemos estar atentos à imagem, divulgada pela média, do que deveriam ser as formas normais de uma jovem. Quando se tomam como referência pessoas em estado de magreza patológica, criamos uma situação prejudicial às adolescentes».

O culto à magreza na moda contemporânea começou na década de 60, quando Leslie Hornsby, uma britânica de 16 anos, se tornou a modelo do momento com o nome de Twiggy. Com imagem andrógina e rosto juvenil, era uma resposta à tendência das raparigas quase rechonchudas que marcaram o pós-guerra.

Então, marcas como Christian Dior criaram um verdadeiro império baseado na silhueta em forma de ampulheta, com seios e quadris bem delineados. Mas como na moda tudo muda, o «fenômeno Twiggy», abriu as portas a uma nova estética, que teve décadas mais tarde como representante Kate Moss, um sucesso até hoje.

A França segue agora um caminho traçado por Israel, um dos primeiros países a aprovar uma lei proibindo a actuação de modelos muito magras.




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