O vírus da Gripe A (H1N1), que recentemente surgiu, é um novo subtipo de vírus que afecta os seres humanos. Contém genes das variantes humana, aviária e suína do vírus da Gripe e apresenta uma combinação nunca antes observada em todo o Mundo. Por isso, a Direcção Geral de Saúde (DGS) emitiu um folheto em que dá conta das precauções a ter.Há evidência de que este novo subtipo é transmissível entre os seres humanos e a doença contraída tem atingido, no México, graus elevados de severidade, num número considerável de casos.
Os sintomas de infecção pelo novo vírus da Gripe A(H1N1) nos seres humanos são normalmente semelhantes aos provocados pela Gripe Sazonal. Isto é: febre, sintomas respiratórios (tosse, nariz entupido), dor de garganta. Mas é possível que outra sintomatologia apareça, nomeadamente dores corporais ou musculares, dor de cabeça, arrepios, fadiga, vómitos ou diarreia. Estes sintomas, não sendo típicos da Gripe sazonal, têm sido verificados em alguns dos casos recentes de infecção pelo novo vírus da Gripe A(H1N1). Em alguns casos, podem surgir complicações graves em pessoas saudáveis que tenham contraído a infecção.
O método de transmissão do novo vírus da Gripe A(H1N1) é idêntico ao da Gripe Sazonal. O vírus espalha-se de pessoa para pessoa através de partículas em suspensão, quando uma pessoa fala, tosse ou espirra. Os contactos mais íntimos com uma pessoa infectada podem representar, assim, uma situação de risco.
O contágio pode também verificar-se indirectamente, quando há contacto com gotículas ou outras secreções do nariz e da garganta de uma pessoa infectada. Daí ser necessário ter cuidado com o contacto com maçanetas das portas, superfícies de utilização pública, entre outros. Uma pessoa saudável pode, sem querer, contaminar as suas mãos e levá-las aos olhos, à boca ou ao nariz.
O vírus da Gripe A(H1N1) não é transmitido pela ingestão de carne de porco ou derivados devidamente confeccionados, explica a DGS, para adiantar que «esta nova estirpe não foi, até à data, observada em animais, e não há indícios de que o vírus tenha entrado na cadeia de produção».
Tanto a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar, como o Centro Europeu de Controlo de Doenças desconhecem qualquer evidência científica que sugira a possibilidade de transmissão do vírus por consumo de carne de porco e derivados.
Na possibilidade de que venha a ser observada a presença do vírus na carne de porco, uma correcta confecção( esta deve ser sempre muito bem cozinhada) irá eliminá-lo, tal como sucede com os outros vírus e bactérias habituais.
A DGS recomenda que as mãos sejam lavadas abundante e periodicamente, bem como todos os utensílios de cozinha. Precauções, aliás, habituais para uma higiene adequada na cozinha.
De momento, não existe vacina que proteja os humanos do novo vírus da Gripe A(H1N1), assim como não há evidência científica que confirme qualquer protecção conferida por parte da vacina da Gripe Sazonal.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou já a passagem à fase 6 da pandemia de Gripe A (H1N1). Uma pandemia de Gripe é caracterizada por uma epidemia à escala mundial, provocada por um novo vírus da Gripe que infecta uma grande parte da população desprotegida.
No século XX, houve três pandemias de Gripe, em 1918, 1957 e 1968.
Esta fase 6 indica que a transmissão de gripe na comunidade passou a ser em maior escala, designadamente em países não afectados durante o nível 5. A passagem à fase 6 da pandemia deve-se à facilidade e velocidade de propagação do vírus a nível mundial e não à sua gravidade clínica.
Embora tenha atingido um elevado número de países em todo o mundo, o vírus tem revelado baixa virulência. Segundo a DGS foram confirmados 34595 casos em todo o mundo, com 164 óbitos; 2269 casos confirmados nos países da EU e EFTA, sendo a Espanha e o Reino Unido os que notificaram maior número de casos; 588 casos de transmissão secundária ou terciária.
Em Portugal foram confirmados três casos, um importado do México, outro de Nova Iorque e o terceiro do Canadá. Neste sentido, pode dizer-se que, apesar da decisão da OMS, a realidade nacional está ainda longe de uma situação de pandemia.
A diversidade do padrão epidemiológico, isto é, a frequência nos diferentes países justifica um ritmo distinto da implementação das medidas a adoptar, de acordo com a realidade de cada país. Não obstante a vigilância da gripe foi intensificada em todos os países, foram activados planos de contingência e tomadas medidas de controlo da infecção.
Contudo, «tendo em conta, que qualquer serviço de saúde do Serviço Nacional de Saúde ou privado pode receber um doente com uma situação suspeita, o país deve estar preparados para fazer a sua identificação desde o primeiro nível de atendimento (administrativo)», sustenta a DGS.
As medidas de protecção individual fazem parte da abordagem mais alargada do controlo de infecção e são fundamentais para prevenir a transmissão pessoa-a-pessoa em situação de contacto com doentes (casos suspeitos, prováveis ou confirmados) e a ocorrência de surtos nas unidades de saúde






















