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Poupar é necessário

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Poupar é importanteO próximo ano vai trazer uma inversão da tendência das taxas de juro, o que faz dos depósitos a prazo novamente uma boa opção para aplicar o dinheiro, afirma a Deco. Hoje, 31 de Outubro, comemora-se o Dia Mundial da Poupança, numa altura em que a crise dá os primeiros passos rumo à recuperação, deixando claro o quão necessário é fazer um esforço na constituição de uma poupança para fazer frente aos imprevistos.

 
Assim, a Associação de Defesa do Consumidor (Deco) recomenda alguns instrumentos de poupança. O economista João Sousa explica que, em relação às ofertas de taxa fixa, por exemplo, «vale mais voltar a apostar em depósitos de taxa variável com prazos curtos». Estes produtos indexados às Euribor, embora ainda estejam com remunerações baixas, vão render mais quando o ciclo dos juros inverter em 2010, como esperam os analistas.  
 
«Neste momento alguém investir num depósito de taxa fixa a cinco anos, em regra, não será o mais favorável, sobretudo porque a maioria não tem muita liquidez», enquanto os depósitos mais rapidamente são desmobilizados.  
 «Além disso, nos produtos a cinco anos, se o consumidor precisar de resgatar o dinheiro a meio do prazo, no mínimo, geralmente perde o rendimento. Tem penalização», alerta.
 
O mesmo princípio das Euribor está associado aos certificados de aforro, mas estes têm cada vez menos adeptos. O Governo implementou novas regras e os aforradores têm saído desta aplicação que, em Novembro, vai pagar os juros mais baixos de sempre: 0,875 por cento.  
 
«Com as alterações que sofreram, perderam bastante interesse, nomeadamente ao nível dos taxa de juro e o seu rendimento está muito baixo. Hoje, nos certificados da série C (os mais recentes) a taxa base é 0,7 por cento, inferior à média dos depósitos», salienta.  
 
Por exemplo, nos depósitos a prazo, os juros estão a variar entre 0,2 e 2,6 por cento líquidos. No entanto, os certificados «são preferíveis a um depósito a dois anos, mesmo tendo estes agora taxas de juro superiores. As vantagens dos certificados é terem a garantia do Estado, serem acessíveis a pequenos montantes e irem usufruir da recuperação dos juros que aí vêm», assegura o economista.      
 
Já os Planos Poupança Reforma (PPR), muito procurados no final do ano por causa dos benefícios fiscais, são boas opções mas apenas a partir dos 40 anos. «Há que ter cuidado nesta decisão. Se uma pessoa investir a partir dos 40 anos de idade é vantajoso porque, em condições normais, irá esperar 20 anos para reaver a poupança (pode ser resgatado à idade da reforma ou a partir dos 60 anos), mas numa idade muito abaixo dos 40, os PPRs não serão a melhor via para poupar», afirma João Sousa.
 
«Nos PPR´s ainda é mais importante escolher bem o produto porque o prazo é longo», sublinha, aplaudindo, ainda assim, as alterações legais que ocorreram este ano e que vieram facilitar a transferência destes produtos entre bancos.

 



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