O convívio com animais de companhia é muito benéfico. Está provado em diversos estudos. Agora, que as festividades estão aí e o frio aperta, não se podem abandonar. É que, embora os números sejam menores do que no Verão, também nesta época os abandonos de animais são muito frequentes. Ao contrário, o SexoForte sugere que se ofereça ou adopte animais.Todos gostam de companhia, ainda que, por vezes, silenciosa. Quem tem um animal de estimação, jamais fala sozinho. De outro modo, os pastores de antigamente não faziam outra coisa.
Um animal doméstico quebra a solidão e o seu dono pode ter a certeza da fidelidade, seja um cão, um gato ou um pássaro. Crianças e adultos deliram com eles, são motivo de conversa, de histórias e de longas risadas, mesmo quando fazem disparates.
Entre as pessoas e os animais criam-se laços, alguns mesmo muito fortes. Há histórias de animais que morreram depois da morte do respectivo dono. E há mesmo a velha máxima: «tal dono, tal cão».
Mas, do ponto de vista da ciência, a utilidade dos animais de companhia é levar o homem a estar em contacto com a natureza, no sentido da formação de uma personalidade mais rica e solidária. Aliás, é sabido que as crianças com animais de estimação são mais responsáveis e intuem mais facilmente as necessidades dos outros.
Por outro lado, e ao contrário do que se pensava, um estudo da secção de Alergia e Imunologia da Universidade da Georgia concluiu que o contacto com animais estimula o sistema imunitário reduzindo o risco das alergias mais comuns. O estudo, depois de aturadas pesquisas e de seguir crianças até aos sete anos e os respectivos animais domésticos, basicamente cães e gatos, além de outras sem qualquer contacto com bichos, concluiu que as crianças acompanhadas por animais reduziram para metade os riscos de serem sujeitas às alergias. Pelo contrário, 15,5 por cento das crianças sem animais eram alérgicas aos gatos, contra 11,6 por cento das crianças que viviam com um animal e 7,7 por cento das que conviviam com dois bichos.
Por outro lado, do ponto de vista psicológico, os animais de estimação criam nas pessoas o sentimento de serem úteis e de ter alguém dependente. Assim, no caso de pessoas sós, doentes crónicos ou crianças, a qualidade de vida aumenta, até por sentirem que têm sempre uma companhia amigável.
Se, neste Natal, alguém se lembrar de oferecer um animal de estimação, é preciso fazer a escolha acertada quanto ao que melhor se adequa às condições tanto do bicho como de quem o vai receber. Este não é um presente surpresa, antes tem de ser uma situação calculada e conversada, um projecto comum que acabará por solidificar uma amizade.
Uma vez tomada a decisão, há diversos locais pelo País fora onde se podem ir buscar animais. Não é necessário comprar. Basta ir a uma das diversas associações ou quintas onde se encontram animais abandonados e ver qual nos olha nos olhos e pede para nos seguir…
Ao invés, é preciso não esquecer a prevenção e o despiste de algumas doenças, a desparasitação de pulgas e carraças, bem como de parasitas intestinais prejudiciais ao animal e aos que o rodeiam. As vacinas são outro cuidado. Mas tudo isto pode ser visto e aconselhado numa consulta ao veterinário, em revistas ou livros especializados.
Uma outra oferta, e esta sim já pode ser surpresa, é inscrever um amigo numa das já mencionadas múltiplas quintas ou associações de recolha de animais. Há várias entidades que aceitam donativos em nome de animais certos, que se podem ir visitar ou buscar para passear, por exemplo aos fins-de-semana.
Assim, quem não dispõe de casa para ter bichos pode efectuar este tipo de adopção, sabendo que tem ali um amigo, que o pode ir buscar e levar ao qual a habituação será progressiva. Quem sabe se, um dia, a casa não é maior e …






















