Alemanha admite a possibilidade de formar imãs com ensino de estudos islâmicos nas universidades. A proposta foi feita pelo Conselho para as Ciências e Humanidades, que apresentou um relatório depois de dois anos a estudar o ensino religioso naquele país. O ensino de teologia islâmica na universidade para treinar académicos, professores e imãs deveria ser levado efectuado em universidades públicas. Esta seria uma forma de integrar muçulmanos, dando acesso a uma educação religiosa sobre o islão que não dependa de líderes religiosos vindos do estrangeiro.
A falta de institutos dedicados ao ensino do Islão nas universidades alemãs como os que existem para as teologias cristã e judaica «não faz justiça à importância da maior comunidade religiosa não-cristã da Alemanha», considerou o relatório.
Há mais de quatro milhões de muçulmanos na Alemanha, numa população total de cerca de 80 milhões. O relatório sublinha a existência de 700 mil alunos muçulmanos que precisariam de dois mil professores de Islão se o Estado oferecesse aulas da religião.
Vários países europeus têm tentado formar professores para não deixar a educação religiosa islâmica nas mãos de formadores vindos do estrangeiro. Mas têm esbarrado numa dificuldade: em geral, não existe uma autoridade religiosa muçulmana única que ajude na elaboração dos planos de estudos.
No Reino Unido e na Holanda há escolas privadas mas têm sido criticadas quer pela sua qualidade e gestão financeira, quer pela sua abordagem ideológica revela um estudo Teaching about Religions in European School Systems, Luce Pépin, especialista em questões de cooperação na educação na Europa.
Também o relatório alemão se manifesta contrário à opção das escolas privadas, dizendo que os estudos islâmicos devem ser feitos nas universidades públicas para assegurar que têm os mesmos padrões académicos dos estudos teológicos das outras confissões.
Segundo o estudo sobre o ensino religioso nos sistemas escolares europeus, o país em que o ensino do Islão está mais bem integrado será a Áustria, um caso de sucesso que se deve também ao facto de haver uma única organização muçulmana que negoceia com as autoridades.






















