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Campanha de denúncia: «Se eu fosse seropositivo…?»

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Um dos rostos da campanhaO magistrado Laborinho Lúcio, os politicos Francisco Louça e Jerónimo de Sousa, o humorista Herman José e o Futebolista 40 Nuno Gomes são algumas das 40 figuras públicas que, a partir de hoje, dão a cara contra a discriminação dos seropositivos numa campanha promovida por duas associações ligadas ao apoio a estes doentes.

Como reagiria se uma figura pública que reconhece e admira pelo seu trabalho, pelo seu talento ou pelo seu carisma fosse seropositiva? Este é o desafio proposto pela SER+ (Associação Portuguesa para a Prevenção e Desafio à Sida) e do GAT (Grupo Português de Activistas sobre Tratamentos de VIH/Sida).

A campanha quer alertar para a discriminação em relação a uma doença que já infectou cerca de 35 mil pessoas em Portugal. Por isso, as duas associações convidaram figuras públicas de várias áreas, que responderam na primeira pessoa à pergunta «Se eu fosse seropositivo?»

A partir de hoje os portugueses poderão ver na televisão, em cartazes e nas caixas Multibanco e ouvir nas rádios várias frases de figuras públicas, como a do humorista Herman José, que pergunta: «Se eu fosse seropositivo, faria humor comigo?»

Francisco Louça, líder do Bloco de Esquerda, questiona «Se eu fosse seropositivo, será que me ouvia?», enquanto Jerónimo de Sousa, do PCP, interroga «Se eu fosse seropositivo, votaria em mim?». Também Paulo Portas, do CDS-PP, diz «Se eu fosse seropositivo, mudaria a sua opinião sobre mim como político?»

Enquanto Nuno Gomes pergunta «Se eu fosse seropositivo, jogaria num grande clube?» e Laborinho Lúcio interroga: «Se eu fosse seropositivo, teriam confiado em mim como juiz?»

Ao todo, «participam no projecto 39 pessoas, todas figuras públicas», disse à agência Lusa Andreia Ferreira, coordenadora da Associação SER+, revelando que foram ainda convidados autarcas de todo o país (18), mas apenas os de Cascais, Leiria, Santarém, Guarda e Évora aceitaram participar.

O repto foi ainda lançado ao primeiro-ministro e a alguns ministros. «Uns recusaram e outros não responderam», disse Andreia Ferreira, acrescentando que o maior desafio foi convencer os políticos a participar.

A campanha pretende também lançar um Centro Anti-Discriminação, que terá uma linha telefónica (707 240 240), através da qual uma equipa de juristas prestará apoio a todas as pessoas que se sintam vítimas de discriminação por serem seropositivas.

 
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