Por Antunes Ferreira
Já lá vão quase vinte anos. O calendário é inexorável. Corria o ano de 1990 e estava em Paris, onde me encontrei com o meu irmão Braz. Já há uns anitos que não nos víamos, ele estivera bastante tempo impedido de voltar a Portugal porque fugira, em 66, para não fazer a tropa, só o podendo fazer depois do 25 de Abril. Desde então vinha à santa terrinha pelo Natal e outros momentos festivos. Era e é considerado um dos dez melhores consultores de organização dos recursos humanos em cimenteiras. Do Mundo.




Um dia, pela tardinha, em tempo de balões e sardinha assada, já lá vão uns anos, tinha ido andar junto ao Tejo, entre a Ponte 25 de Abril e o Museu da Electricidade. O pneu de tractor, pelo menos, o que uso à cintura resistia denodadamente à tentativa pouco entusiasmante de o derrotar – pelo menos aos pontos.


















